segunda-feira, 9 de junho de 2008

Seria Pieterzoom Heyn, Pai de Bartolomeus Heynen?

Em nossa busca por fontes que nos auxiliem na formação da Biografia do Paraibano, Bartolomeus Heynen, nos deparamos com a possibilidade de ter-mos encontrado o Pai de Bartolomeus Heynen. Em, 1624, vinte anos antes de Bartolomeus Heynen ser encontrado na Batávia[1], chega ao Brasil, mas precisamente na Baía, uma expedição holandesa, sob o comando do almirante Pieterzoom Heyn e Jacob Willekens[2]. Sabemos que a escolha da Baía se deu por ser o centro do Brasil açucareiro, fazendo a cidade às vezes de capital da colônia como, alem disso, a sua posse permitia controlar a costa desde os estabelecimentos de São Vicente (hoje São Paulo) até aos do Rio Grande do Norte, incluindo nesta rota a Paraíba. A expedição comanda por Pieterzoom Heyn e Jacob Willekens já não era como antes, uma simples incursão de pilhagem, mas uma considerável expedição contando com: 36 navios e 3300 homens. Pieterzoom Heyn vem então a Paraíba e em sua vinda teve a oportunidade de conhecer uma paraibana que daria a luz ao seu filho mais ilustre, Bartolomeus Heynen. Em, 1628, segundo o historiador Michel Dévéze, vamos encontrar o almirante Pieterzoom Heyn no mar das Caraíbas, destruindo a “armada” espanhola que protegia os galeões de ouro e prata na costa setentrional de Cuba, a leste de Havana, em Matanzas, e capturar um espólio considerável (177 000 libras de prata, 135 libras de ouro, 37 000 peles, 2270 barris de índigo, 735 barris de cochonilha, 235 barris de açúcar, madeiras preciosas, pérolas, especiarias, tudo avaliado em 35 milhões de florins). Esta vitória do almirante Pieterzoom Heyn, terá outro significado ainda mais importante, pois, enfraquecendo ainda uma Espanha já em declínio, permitiu aos outros europeus penetrarem numa zona onde a resistência espanhola não permitia mais do que infiltrações. Permitiu então que a tripla implantação inglesa, holandesa e francesa na Guiana e nas Antilhas acentua-se. O almirante Pieterzoom Heyn regressa a Holanda, antes visitando a Batávia, onde morreu em 1668.
[1] ALVES, Herculano. A Bíblia de João Ferreira Annes d’Almeida. (p. 76) São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
[2] MAURO, Frédéric. Nova História da Expansão Portuguesa – (p. 22) O império Luso-Brasileiro 1620-1750. Lisboa: Editorial Estampa, 1991.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Bartolomeus Heynen

Nasceu na Paraíba, no Brasil; em 1644 encontrava-se em Batávia. Em 1659, era visitador de doentes na Batávia, onde freqüentava a Escola Latina. Estudou Teologia a expensas da Companhia; trabalhou em Ceilão entre 1664-1676, em Batávia, entre 1676-1679, e dali voltou à Holanda. Em 1683 estava de novo em Batávia e ali ficou como pastor da Igreja portuguesa e holandesa, até 1686, ano em que faleceu. Foi revisor do Novo Testamento, juntamente com De Vooght.

BIBLIOGRAFIA:

ALVES, Herculano. A Bíblia de João Ferreira Annes d’Almeida. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006. 899 p.

HALLOCK, Edgar Francis; SWELLENGREBEL, J. A maior dádiva e o mais precioso tesouro. Rio de Janeiro: JUERP, 2000. 208 p.

SCHALKWIJK, Frans Leonard. Igreja e Estado no Brasil Holandês. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2004. 448 p.